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O Arrocha Sertanejo é um gênero musical e dança brasileira originário do Brasil e o arrocha da Bahia


Ele veio proveniente da seresta, influenciado pela música brega e o estilo romântico, com modificações que o tornaram, segundo seus adeptos, mais sensuais e eufóricos com influencias do axé e do forró. O arrocha pode ser romântico (brega) ou agitado (forró), Sertanejo Universitário, podendo ser dançado junto com pares (forró e brega) ou sozinho (axé). É um estilo musical originário da Bahia, nasceu na cidade de Candeias em 2001. Não é necessário ser tocado por uma banda completa, normalmente são usados: um teclado arranjador, um saxofone, uma guitarra.


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Etimologia do sertanejo universitario


Uma hipótese para a origem do nome é que tenha surgido nos prostíbulos em que esse tipo de música tocava frequentemente. Aventa-se que o termo derive do "Nóbrega" da rua Manuel da Nóbrega, em Salvador - rua esta que ficava numa região de meretrício da capital baiana.

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Estilo musical originário da Bahia, nasceu na cidade de Candeias em 2001, mas somente em 2003, o arrocha começou a ganhar espaço em muitas rádios baianas. Porém, surgiu uma grande polêmica na época em relação ao arrocha como "movimento musical", já que continha letras pouco elaboradas. Alguns nomes ajudaram a difundi-lo e hoje são de reconhecimento nacional: Tayrone Cigano, Nara Costta, Asas Livres, Pablo, Grupo Arrocha, Márcio Moreno, Silvanno Salles e Tatal Matos. As letras tem muito em comum com o brega, com a adição de sons de teclado e batidas eletrônicas, e o ritmo faz grande sucesso particularmente nas regiões Norte e Nordeste. O termo "arrocha" é recente, mas a música em si já existia desde meados dos anos 70, quando admiradores de Odair José, Reginaldo Rossi, Fernando Mendes e Waldick Soriano, na medida em que compravam um teclado eletrônico, passaram a cantar as músicas de seus ídolos em bares e boates, em regiões suburbanas ou interioranas no país.

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Após alguns anos, apesar de ainda continuar firme, o ritmo foi sendo esquecido pela mídia em geral. No final dos anos 90, empresários do ramo musical perceberam no seu grande apelo popular uma grande oportunidade de lucro, e a partir daí surgiu o primeiro ídolo, já nos anos 2000, chamado Lairton, alcunhado de "Lairton e seus Teclados", que ficou conhecido com a música "Morango do Nordeste" (apesar da mesma não ser de sua autoria). Com a simplificação dos sistemas de mixagem e fabricação de CDs, vários grupos menores surgiram, o que ajudou a difundir o "movimento" que também está no forró e no axé e alguns no tecnobrega. No entanto, apesar do sucesso nas camadas mais pobres, o arrocha ainda enfrenta grande preconceito entre a classe média, que simplesmente não a considera um gênero musical por conta de suas composições que constantemente retratam problemas da vida amorosa. O arrocha ganhou ainda mais sucesso em 2012 com a fusão com o sertanejo universitário de vários artistas; como por exemplo cantores pioneiros a misturar arrocha com o sertanejo: Israel Novaes, Gabriel Gava, Gusttavo Lima, Cristiano Araújo, Henrique e Diego, Zé Ricardo & Thiago, Thaeme e Thiago, Thiago Brava, Lucas Lucco, Michel Teló e vários outros cantores tentam cada vez ainda chamar o novo ritmo de arrocha universitario ou arrocha sertaneja universitaria o novo sucesso do momento difundindo cada vez mais rápido nas regiões como Centro-Oeste e Sudeste. Os novos sucessos estão cada vez mais tomando conta do sertanejo universitário e está cada vez mais popular em diversas regiões no Brasil. A partir de 2014 uma nova vertente ganhou força dentro do arrocha, sertanejo universitario e do brega: a "sofrência", nova nomenclatura para chamar o que antes era conhecido como dor de cotovelo (que falam do amor não correspondido, uma decepção amorosa, traição, etc), que vem ganhando bastante repercussão no Brasil, principalmente com o cantor Pablo.

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Crítica


Na Enciclopédia da Música Brasileira (UOL), de Marcos Antonio Marcondes, o "brega" é caracterizado como a "música mais banal, óbvia, direta, sentimental e rotineira possível, que não foge ao uso sem criatividade de clichês musicais". Para Lúcia José, o "brega" teria estruturas sonoras "organizadas e mantidas sem oposição, provocando nos ouvintes uma pasteurização em que todos os arranjos ganham um mesmo assobio".



Há especialistas, no entanto, que divergem da rotulagem "brega" e atacam marginalização dos artistas "cafonas" na historiografia oficial da musical brasileira, escrita por "uma categoria privilegiada que assume a função e o papel dos legitimadores do gosto" que descarta músicos e tendências musicais não condizentes "com suas perspectivas identitárias". Para o historiador Paulo Cesar de Araújo, o "brega" estaria "no limbo da história", amparado em marcos historiográficos, que teria estabelecido que "toda produção em que o público de classe média não identifique tradição ("raízes" do samba) nem modernidade ("a partir de 1958, radio universitaria com a Bossa Nova, e que continua com o Tropicalismo") é rotulada de brega ou cafona". O autor Fernando Fontanella complementa ao afirmar que, dentro de um jogo "hierarquias culturais", "o imaginário do belo sempre é pensado pelas instituições da hegemonia dentro de uma legitimação dos grupos dominantes", o que explicaria a relação da "música brega" ao "mau gosto" como algo oriundo de um processo de estruturação de classes que tende a beneficiar determinados grupos em particular.

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